sábado, 16 de novembro de 2013

Os Miseráveis - Sofrimento, Drama, e Heroísmo no melhor musical dos últimos tempos


Adaptação para o cinema de um consagrado musical da Broadway - que, por sua vez, é a adaptação de um clássico livro de Victor Hugo - "Os Miseráveis" é, de longe, um dos melhores filmes que já vi.

O filme nos conta sobre Jean Valjean, um francês pobre no período da revolução francesa.
Após dezenove anos em um campo de trabalhos forçados por ter roubado uma fatia de pão, Jean recebe liberdade condicional, porém vivendo ainda na miséria devido a dificuldade de conseguir um trabalho com sua documentação de ex-presidiário.

Após passar por desventuras, Jean acaba resolvendo abandonar sua vida de mendicância para se dedicar a propósitos maiores, buscando fazer tudo o que estivesse a seu alcance para aliviar as dores de outros tão desfavorecidos quanto ele foi.

Em meio a sua cruzada, Jean acaba por se comprometer a cuidar da órfã Cosette, a qual ele passa a dedicar sua vida e que acaba por ser - indiretamente - a razão de seu envolvimento na revolução francesa, assim como de todas suas aventuras no restante da estória.


Sendo uma adaptação de um musical, o filme conservou o mesmo modelo com quase que a totalidade de seus diálogos cantados com maestria.
A trilha sonora é quase que idêntica a usada em sua versão de palco - que, diga-se de passagem, é excelente, tanto pela capacidade dos atores no canto como pelo instrumental, dando destaque para o dueto em "The Confrontation", a triste e bela "I Dreamed a Dream" e "At The End of the Day", que segue abaixo em vídeo (preste atenção no trecho entre 00:20 e 00:40).



Os mesmos temas musicais são usados diversas vezes ao longo do filme, com novas letras, como se fossem uma "segunda versão" da musica, um tema próprio de cada situação ou personagem.
E diferente do que possa parecer, isso não torna a trilha sonora repetitiva, mesmo quando se trata de um tema que foi usado duas ou três vezes.

Seja nas chagas e feridas dos miseráveis, nos belos e luxuosos palacetes em que vivem alguns poucos nobres, no equipamento dos militares e revoltosos ou na sujeira das lúgubres ruas francesas, os figurinos, maquiagens, e cenários são excepcionais, fazendo com que nos sintamos realmente dentro da frança da época.

As atuações são excepcionas (tendo, inclusive, ganhado oscar de "melhor atriz  coadjuvante" e uma indicação a "melhor ator"), conseguindo, em conjunto com as excelentes trilhas sonoras levar mesmo os mais frios as lagrimas, seja de comoção com o sofrimento e a injustiça pelos quais passam os personagens, sejam pelos inspiradores atos de heroísmo que Jean Valjean insiste em realizar,  apesar de todas as dificuldades, riscos e dores necessários para  fazer aquilo em que acredita.

Em seu misto de romance e drama apresentados na forma de um musical, Os Miseráveis é extremamente poético - tanto visualmente como no que diz respeito aos diálogos - sendo capaz de arrancar lagrimas mesmo dos mais duros.
No entanto, seu drama é sempre balanceado pelo idealismo e heroísmo de Valjean, que tiram o filme do clima de uma "tristeza sem solução" que, por vezes alguns dramas nos transmitem.

Os Miseráveis é um filme que não pode, em hipótese alguma, ser ignorado, principalmente para os que são fãs de musicais, drama ou filmes históricos.
Se ainda não o assistiu, corra para alugá-lo (ou baixá-lo) tão logo possa!

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Resenha: Thor 2 - O Mundo Sombrio - Belo, Engraçado, mas para por ai.

Bem, antes de tudo acho bom avisar duas coisas.
Uma delas é que eu dormir depois que Loki e Thor chegaram no reino dos elfos negros e só acordei na batalha final (antes que xinguem, no começo do filme já se torna extremamente obvio que isso aconteceria, então nem chega a ser spoiler), de forma que posso falar algo de errado em função de algumas cenas perdidas.
A outra é que o texto esta livre de spoilers, para a sua alegria. Existem menções a acontecimentos do filme, mas todas feitas de formas velada ou se referindo a coisas que ficam claras logo no início do filme.

Após os eventos de "Thor" e "Os Vingadores", Thor está envolvido em conflitos para assegurar a paz nos nove mundos, adiando contra sua vontade seu encontro com Jane, sua amante de Midgard.
Quando fenômenos estranhos começam a acontecer na terra, Jane acaba novamente se envolvendo em perigos que levam Thor a seu socorro, desencadeando todos os acontecimentos do filme.


O enredo do filme a princípio parece um clichê simples (principalmente pelo que era mostrado nos trailers), no entanto acaba por ter uma certa originalidade - nada genial, mas o filme conseguiu me surpreender em alguns momentos, e teria me surpreendido ainda mais se todos os trailers na televisão e internet já não tivessem exibido exaustivamente que Thor pediria ajuda para Loki.
Na verdade, a meu ver a surpresa esta mais por conta de os trailers terem me dado a impressão de que o filme teria um enredo deplorável, de forma que tendo contato com um filme razoável já me senti surpreendido.

Embora não seja tão cômico como "Os Vingadores", o filme pôde arrancar boas risadas de mim e do restante da sala de cinema enquanto ainda mantinha um ar de certa seriedade em cenas que tendiam mais a ação e por vezes drama.

A maior parte das cenas estavam bem executadas - "apenas bem", nada de excepcional nelas - excetuando talvez a morte de uma pessoa, que foi muito mais breve e menos dramática do que ela merecia.

Visualmente, tivemos uma Asgard majestosa, com bons efeitos em 3D. A caracterização se manteve similar a do primeiro filme de Thor, com seus tons dourados, grandes edificações e palácios e tecnologia movida a magia (ou qualquer droga parecida com isso) como em Bifrost.
Os elfos negros, muito presentes no filme, também estiveram com um design interessante graficamente, além de terem uma língua própria e bem assustadora, digna dos vilões que são.
Embora suas motivações não sejam originais, seu comportamento e aparência rudes, sujos e vilanescos os tornam aceitáveis.

Me sinto estranho de estar dizendo - e talvez seja apenas um efeito de ter assistido ao filme com bastante sono - mas os diálogos entre os personagens estavam todos muito bem escritos, sendo um dos fatores que elevou a qualidade do filme.

De 0 a 10, eu daria uma nota de 7,5: Thor 2 - O Mundo Sombrio é belo e engraçado, mas para por ai.
O filme não é nenhum clássico, no entanto pode ser divertido principalmente para quem gosta de quadrinhos - por que para quem se interessa por mitologia, será decepcionante.
Para encerrar, digo que as cenas pós-créditos - como já é típico dos estúdios Marvel - nos deixam ainda mais ansioso para os próximos filmes.
Em breve, Capitão América e Vingadores 2 estão chegando!

Aguardem ansiosos, nerds!

sábado, 20 de abril de 2013

Batman 11 - Abril de 2013 - a decepcionante conclusão de "A Noite das Corujas"

Caso você ainda não tenha lido (e deseje ler) "A Corte das Corujas" e "A Noite das Corujas" (duas primeiras sagas do novo Batman), não deveria ler esta resenha, pois contém spoilers.
Eu, particularmente, não recomendo a ninguém a leitura desta saga, devido a sua má-elaboração.

Como parece obvio para quem leu o volume anterior, este capitulo começa com o combate que já estava prestes a ocorrer entre Batman e Lincoln March, após este revelar ser membro da Corte das Corujas e irmão de Bruce Wayne (?).

O combate entre ambos se desenrola com intensidade em meio a uma discussão, sendo um bom combate, com Bruce usando como armas aquilo que faz com que seus fãs o admirem: força de vontade e inteligência, somadas a sua habilidade e tecnologia. A batalha se encerra com uma vitória de Bruce, após muito apanhar, tendo ficado com diversas fraturas após o combate.

Ao final da revista, já repousando em sua mansão, Bruce tem uma breve conversa com Dick Grayson, lhe revelando que aquilo que Lincoln havia dito era verdade, Bruce teve um irmão, no entanto Lincoln havia sido manipulado pela Corte para acreditar que era ele o tal irmão perdido.

Os diálogos e textos, assim como a arte estão com uma boa qualidade, porém são muito menos do que eu esperava para a conclusão de uma saga que levou onze meses para se desenvolver.

Dizer que Bruce teve um irmão que morreu ainda recém nascido, ao meu ver, é o mesmo que não dizer nada.
Não cria nenhum alteração real para a série, tendo servido no máximo para aumentar as vendas dessa edição, a final, todos deviam esperar explicações após essa estranha revelação na revista anterior.

Não consigo enxergar nesta história a "épica conclusão" anunciada na capa da revista, de épico temos apenas o combate, mas que não faz valer o dinheiro gasto nas revistas anteriores da saga.

Esta décima primeira edição valeu mais pela breve estória que vinha ao final, sobre a morte de Jarvis Pennyworth, o pai de Alfred, sendo este curto conto muito mais interessante tanto no que diz respeito a arte de Rafael Albuquerque e Dave Mccaig quanto aos textos, diálogos e o roteiro como um todo.

Finalmente, a Corte das Corujas acabou, e peço aos deuses que o próximo arco - que deve começar mês que vem - seja melhor desenvolvido do que este, pois é lastimável ver um personagem tão interessante envolvido em uma história de tão baixa qualidade.

Batman contra o Capuz Vermelho

Há algum tempo atrás vi esse filme em uma locadora próxima a minha casa, cheguei a aluga-lo duas vezes, mas voltando cansado após trabalho e estudos não consegui assisti lo ate o final, só o concluindo em um fim de semana na casa de uma amiga.
Tecnicamente o filme tem uma boa dublagem, assim como uma boa qualidade gráfica e de animação (nada excepcional, mas ainda assim bom).

Antes de falar a respeito da historia, se faz necessário esclarecer um detalhe que costuma ser desconhecido do pessoal que não lê quadrinhos do Batman:  Robin não é exatamente uma pessoa, mas sim algo mais próximo de um "cargo", tendo Bruce Wayne sido acompanhado ao longo do tempo por cinco diferentes jovens que vestiram o manto de Robin.
Este filme começa com a morte de Jason Todd, o segundo Robin, pelas mãos do coringa.
Anos depois, com Bruce já tendo superado o ocorrido, um vilão que se intitula Capuz Vermelho começa a dominar o trafico de drogas de Gotham, unificando grupos criminais sob seu domínio.

Batman obviamente se opõe a ele, porém conforme o investiga e confronta começa a notar uma sinistra similaridade de Capuz Vermelho com Todd...
...qual seria a explicação para isto?
Batman contra o Capuz Vermelho (Under The Red Hood, no original), nos traz pouco mais do que uma hora de boa ação e drama excelente, tanto na cena inicial quanto nos trechos em que o Homem Morcego contracena com Capuz Vermelho, ou nas cenas nas quais Bruce se lembra da perda de seu intimo amigo - quase que um filho - a da mágoa ainda carregada, tendo ocorrido uma abordagem fiel ao ar sombrio próprio do cavaleiro das trevas.

Para mim o único defeito realmente marcante foi uma cena inverossímil no inicio dl filme, na qual Batman - o homem que mal conversa com o próprio filho - gasta algum tempo dando explicação a marginais que acabara de prender para que certos elementos do filme façam sentido para quem não costuma ler quadrinhos.

Batman: contra o capuz vermelho é um bom filme,  só não espere dele um "clássico eterno".
O filme pode ser encontrado em locadoras ou pela internet, para os que preferirem.

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Blog Goku (ou "estou voltando com esse blog de novo").

Tão longa foi a minha ausência que fiquei pasmo ao descobrir que o blog ainda tinha visualizaçoes quase que diárias (poucas, mas tinha).

Sei que não é a primeira vez que digo isso, mas dessa vez quero voltar pra valer com o blog (tanto é que já estou convidando outras pessoas para integrarem a equipe Novo Genese para garantirmos conteúdo sem sobrecarregar ninguém).

Podem aguardar por novo conteúdo nerd: resenhas de jogos (tanto eletrônicos como de mesa), eventos, quadrinhos, filmes, animes, livros e tudo o mais que posaa se esperar de um blog nerd.

Ok, mas por que essa droga de título na postagem?
É que já tem tantas vezes que o blog morreu e voltou que só Goku ou Shiryu fariam igual.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Shadow Era - Sem download, sem pagar, e com diversão!

Se você leu o texto anterior deve ter pensado que, caso o jogo fosse bom realmente, necessitaria de um download pesado, um computador razoavel e uma mensalidade tambem razoavel - ou, caso fosse gratuito, que quem pudesse pagar tivesse grandes vantagens em relação aos jogadores que não pagam.
Com um sorriso no rosto, afirmo que se enganou quem imaginou alguma dessas coisas.
Shadow Era é jogado no seu navegador, possuindo uma qualidade muito alta para um jogo em browser: tilha sonora boa, efeitos com boa qualidade...
Meu computador, que ja teve dias bem melhores, roda Shadow Era tranquilamente.
Shadow Era não tem "jogadores VIP", que pagam mensalidade. Todos os recursos do jogo podem ser adquiridos gratuitamente (porem de maneira mais rapida pagando). Sempre que vencer uma luta contra outro jogador ou um NPC (que são bem uteis para treinar logo no inicio do jogo, e tambem para testar novas estratégias) você ganha um valor em ouro. Este ouro pode ser usado para comprar cartas avulsas, com um pouco de esforço e paciencia é possivel adquirir qualquer carta do jogo sem gastar um centavo de dinheiro real. Ao mesmo tempo, comprar os boosters do jogo não é algo caro: cada booster fica em torno de um dolar, ou seja, dois reais. E te garanto, com uns sete boosters você ja tem cartas o suficiente pra fazer bastante coisa!
Um ponto que esqueci de abordar no texto anterior é sobre a construção de deck: o que limita as cartas que poderão estar em seu baralho. Neste aspecto Shadow Era é muito similar a Warlord, seu herói possui uma facção e uma classe, e as cartas usadas em seu baralho devem ser correspondentes a um dos dois, o que acaba por permitir diversas combinações. Por exemplo, existem cartas que são permitidas em decks de Magos, mas há tanto magos da facção humana quanto magos das sombras, o que geraria dois decks de mago bem diferentes um do outro.
Shadow Era é um jogo novo, que esta crescendo e é muito divertido e facil de jogar! Recomendo que joguem e tambem que comprem boosters - o dolar esta baixo, não doi no bolso de ninguem dois reais por um booster.
www.shadowera.com

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Shadow Era


Há algum tempo atrás um amigo meu me recomendou esse jogo. Dei uma olhada, a principio não me chamou muita atenção. Acabei por joga-lo em um ou outro momento de tédio, e quando me dei conta, ja era um fã.
Seu nome é Shadow Era, é novo e esta fazendo sucesso como um dos principais Card Games Online.
Indo contra o habitual, hoje não vou contar nenhuma estória, pois acabei por pular todas os textos desse jogo, algo que não costuma ocorrer comigo. Ao criar sua conta você escolhe um baralho inicial. Seu baralho é constituido por um Herói , aliados, feitiços e itens. Seu objetivo é derrotar o herói de seu oponente, reduzino seus pontos de vida a zero. Para que isso ocorra, são usados aliados principalmente. Os aliados são o equivalente as criaturas do Magic e Monstros do Yu-Gi-Oh: você os baixa de sua mão e os usa para atacar os aliados de seu oponente ou o herói de seu oponente. Na fase de combate de cada turno, é possivel escolher atacar o Herói ou os aliados de seu oponente (diferente da maioria dos jogos, em que você só pode atacar seu oponente se ele assim permitir ou se estiver desprotegido). Nada de complicado no combate, os aliados possuem seus "pontos de vida" e seu "ataque", de forma muito similar ao Magic.
Os feitiços funcionam da mesma forma que os feitiços de Magic: você os joga durante seu turno, gerando diversos efeitos que auxiliam seu jogo (aumentar o ataque de um aliado, causar dano a aliados de seu oponente, comprar cartas, destruir recursos oponentes...). Itens são como os encantamentos de Magic e são subdivididos em duas categorias: "item" e "equipamento". Os equipamentos são armas ou armaduras que você anexa a seu herói, aumentando sua resistencia contra ataques oponentes ou lhe permitindo atacar tambem, como se fosse um aliado. Os Itens convencionais geram os mais diversos efeitos: Comprar cartas, impedir oponentes de lhe atacarem... muito convenientes de cartas que destroem itens, nesse jogo.
Para baixar cartas neste jogo é usado um sistema de recursos, similar ao de manda em magic. Todo turno, após a fase de compra, há uma fase de sacrificio: é possivel descartar uma carta de sua mão para que ela se torne um "recurso". Cada recurso pode ser usado uma vez por turno, sendo renovado no turno seguinte. As cartas possuem em seu canto superior um "custo de recurso", o numero de recursos que serão gastos para que essa carta seja usada.
Continuo a falar sobre este jogo em um texto seguinte, pois este ja fica muito longo.
Deixo para o deleite dos interessados o link do jogo: www.shadowera.com