sábado, 20 de abril de 2013

Batman 11 - Abril de 2013 - a decepcionante conclusão de "A Noite das Corujas"

Caso você ainda não tenha lido (e deseje ler) "A Corte das Corujas" e "A Noite das Corujas" (duas primeiras sagas do novo Batman), não deveria ler esta resenha, pois contém spoilers.
Eu, particularmente, não recomendo a ninguém a leitura desta saga, devido a sua má-elaboração.

Como parece obvio para quem leu o volume anterior, este capitulo começa com o combate que já estava prestes a ocorrer entre Batman e Lincoln March, após este revelar ser membro da Corte das Corujas e irmão de Bruce Wayne (?).

O combate entre ambos se desenrola com intensidade em meio a uma discussão, sendo um bom combate, com Bruce usando como armas aquilo que faz com que seus fãs o admirem: força de vontade e inteligência, somadas a sua habilidade e tecnologia. A batalha se encerra com uma vitória de Bruce, após muito apanhar, tendo ficado com diversas fraturas após o combate.

Ao final da revista, já repousando em sua mansão, Bruce tem uma breve conversa com Dick Grayson, lhe revelando que aquilo que Lincoln havia dito era verdade, Bruce teve um irmão, no entanto Lincoln havia sido manipulado pela Corte para acreditar que era ele o tal irmão perdido.

Os diálogos e textos, assim como a arte estão com uma boa qualidade, porém são muito menos do que eu esperava para a conclusão de uma saga que levou onze meses para se desenvolver.

Dizer que Bruce teve um irmão que morreu ainda recém nascido, ao meu ver, é o mesmo que não dizer nada.
Não cria nenhum alteração real para a série, tendo servido no máximo para aumentar as vendas dessa edição, a final, todos deviam esperar explicações após essa estranha revelação na revista anterior.

Não consigo enxergar nesta história a "épica conclusão" anunciada na capa da revista, de épico temos apenas o combate, mas que não faz valer o dinheiro gasto nas revistas anteriores da saga.

Esta décima primeira edição valeu mais pela breve estória que vinha ao final, sobre a morte de Jarvis Pennyworth, o pai de Alfred, sendo este curto conto muito mais interessante tanto no que diz respeito a arte de Rafael Albuquerque e Dave Mccaig quanto aos textos, diálogos e o roteiro como um todo.

Finalmente, a Corte das Corujas acabou, e peço aos deuses que o próximo arco - que deve começar mês que vem - seja melhor desenvolvido do que este, pois é lastimável ver um personagem tão interessante envolvido em uma história de tão baixa qualidade.

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